Todos nós julgamos ao avaliarmos uma pessoa. E se este julgamento for correto nos ajuda a diferenciar boas de más companhias, de pessoas que agregam a nossa vida daquelas que só trazem prejuízo.
Nossa capacidade de avaliar e julgar os outros é um mecanismo natural de proteção e convivência social. O segredo está em como usamos esse julgamento: ele é prejudicial quando se baseia em preconceitos ou suposições infundadas, mas torna-se uma ferramenta essencial de inteligência emocional quando nos ajuda a estabelecer limites saudáveis.
Como fazer uma avaliação justa:
- Observe as atitudes a longo prazo: Palavras são fáceis, mas ações consistentes revelam o verdadeiro caráter de uma pessoa. Conheço pessoas que adoravam apontar defeitos inexistentes em mim ou imaginários (sendo o meu fracasso material o julgamento mais pesado), agiam como santos perto de mim, mas quando a verdade veio a tona.... sumiram.
- Dê o benefício da dúvida:Antes de rotular alguém, busque compreender o contexto por trás de uma atitude que lhe desagradou. Boa parte dos julgamentos que recebo são pelo fato de não agir no estilo "hihi levei vantági", ter fracassado materialmente ou ter falhas imaginárias na cabeça da pessoa e muitos não aceitam isso principalmente quando exponho a incoerência.
- Foque nos limites, não na mudança: Se o julgamento apontar que alguém não faz bem à sua vida, você não precisa tentar mudá-la ou confrontá-la; basta distanciar-se de forma respeitável. Minha decisão é emigrar para outro país e nunca mais olhar para a cara destas pessoas sem necessidade. "Mas lá onde você quer ir vai ter pessoas tóxicas", mas há uma diferença, se eu emigrar é sinal que terei recursos para viver da forma que quero e me isolar rapidamente de quem tentar me prejudicar.