A resposta está ótima, concordo em quase tudo menos com a afirmação de que gênero é identidade pessoal...
De fato, gênero enquanto significados, papéis, e expectativas ligadas a “ser homem” e “ser mulher” são socialmente construídos, e não automaticamente determinados pela biologia. E aí, de acordo com Durkheim, um fato social atende a três características: generalidade, exterioridade e coercitividade... E, por esse motivo, identidade de gênero não pode simplesmente ser tratado como identidade particular, pessoal e/ou individual. Não é possível isolar o indivíduo da sociedade. Seria incompleto tratar dessa maneira, na minha opinião.
A identidade de gênero, nesse aspecto, seria a forma como o indivíduo internaliza, vivencia ou até contesta tais categorias — mas não é algo que surge independentemente delas no sentido “criar o gênero que eu quero” que é uma caricatura comum.