Missão dada, encrenca herdada
Jair Renan Bolsonaro, o Amâncio da dinastia, anunciou pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina. Disse que cumpre uma “missão” dada pelo pai.
No bolsonarismo, vocação pública é assim: nasce no berço, passa pelo sobrenome, pega carona no mito e desembarca na urna como se o Brasil fosse inventário de família.
A ficha? Tecnicamente, sem condenação. Politicamente, uma coleção de souvenirs: operação policial, indiciamento, denúncia aceita, banco, dívida, processo trancado e até um laranja imaginário com nome de personagem de novela ruim: Antonio Amancio Alves Mandarrari.
É a nova escola republicana do clã: o pai fica inelegível, o filho pega a senha, o irmão mira o Planalto e o eleitor paga o condomínio da seita.
“Deus, Pátria, Família e Liberdade”. Faltou só acrescentar: sobrenome, foro, acordo e Santander.
