Por duas vezes, eu vi a morte de perto.
Ela não fazia alarde, não tinha rosto nem voz.
Apenas caminhava em silêncio, como quem conhece o caminho antes de nós. Por um instante, senti o frio da despedida.
Mas a vida, teimosa, segurou minha mão e me trouxe de volta.
Desde então, aprendi que cada amanhecer é um presente que a eternidade empresta por mais um dia.