Esse é um caso onde o fanatismo já dominou a pessoa. Tenho familiares assim.
Uma vez, minha avó evangélica (que defende e ajuda em tudo de ruim que meu pai, filho dela, faz), decidiu, por conta própria, que aqui em casa precisava de um culto, pra espantar algo ruim que ela acreditava estar aqui (sendo que o algo ruim que tem aqui é o filho querido dela). Um dia, ela apareceu aqui, do nada, com um grupo da igreja, incluindo o pastor e começaram a fazer oração.
Minha mãe é boba, aceitou calada. E ficaram todos na sala, se comportando como se estivessem na igreja deles, sem dar a mínima se estavam incomodando. E detalhe: o filho dela é ateu, não acredita em nada.
Eu iria levar a situação na zueira, porque eu adoro bater palma pra maluco dançar: eu ia dizer que eu sou satanista e sirvo ao capeta. E que, em nossos últimos encontros, ele demonstrou bastante incômodo com essa aproximação dela e é melhor ela se afastar, porque o último que tentou me levar pra igreja ficou sendo assombrado até ir parar num manicômio.