É uma representação do encontro entre a fé cristã trazida pelos missionários e as religiões tradicionais indígenas. Para os jesuítas, evangelizar era um dever religioso, pois acreditavam estar anunciando a verdade do Evangelho. Já para os indígenas, a religião fazia parte de sua identidade cultural, de modo que a conversão envolvia mudanças profundas em seus costumes e crenças, o que, no entanto, nunca foi algo incomum na história, pois nenhuma cultura é estática. Além disso, os indígenas nunca foram receptores passivos de nada, mas, ao invés disso, quando eram convertidos, a mensagem cristã em suas línguas adquiria nuances culturais indígenas. As contribuições missionárias para a inscrição e o estudo de línguas indígenas ajudaram a preservar ou enriquecer essas culturas.
Historicamente, foi algo complexo. Houve missionários que defenderam os indígenas contra abusos e também houve situações em que a evangelização ocorreu no contexto da expansão colonial, marcada por violência e exploração. Por isso, não é correto nem reduzir toda a história a uma narrativa de opressores e vítimas.