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atrás em Curiosidades por (13,2K pontos)
Achei absurdo essa mãe q deixou o filho ir p morrer ela mesmo tendo medida protetiva e o filho chorando não querendo ir o menino Gustavo . Julgo ela sim achei uma safada eu jamais deixaria nem q eu tivesse q fugi com Meu filho

4 Respostas

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atrás por (335K pontos)
Eu achei um absurdo tbm

Eu nem vejo essas matérias por isso, passo dias mal.
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atrás por (19,9K pontos)

Eu acabei de ver o vídeo sad do menino falando q não queria ir no pai. Q absurdo isso

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atrás por (108K pontos)

Aqui no Brasil existe algo chamado Lei da Alienação Parental (Lei nº 12.318/2010).

Se a mãe tivesse recusado-se entregar o filho ao pai, mesmo apresentando o vídeo do menino chorando como prova, ela tornaria-se ré com base nessa lei. Não iriam investigar por quê a criança não queria ir para a casa do pai... Iriam investigar o que a mãe supostamente fez para o filho agir assim. Poderia potencialmente perder a guarda do filho, que seria transferida, claro, para o genitor.

O pai e agressor em questão chama-se Igor Gustavo Veloso de Souza... É advogado e ex-conselheiro do Tribunal de Ética da OAB. Ou seja, não é desinformado, não era qualquer “Jurandir”... Era alguém com recursos e credibilidade institucional. Alguém que sabia instrumentalizar a lei a seu favor.

E essa lei existe e foi desenhada com o intuito de inverter a lógica processual para benefício do genitor mesmo. Não que não exista pai e/ou mãe que desmoralize um ao outro para o(s) filho(s)... Porém, o ECA já prevê e já pune rigorosamente tais casos. O que questiona-se aqui é a lei ordinária. 

O PL 4.053/2008 de autoria do ex-deputado federal Régis de Oliveira (PSC-SP), que tornou-se eventualmente a Lei de Alienação Parental, tomou como base teórica os estudos do psiquiatra infanto-juvenil Richard Gardner que desenvolveu o conceito de Síndrome de Alienação Parental (SAP) na década de 1980... Apesar da lei brasileira evitar utilizar a palavra “síndrome”. Além dos posicionamentos pessoais de Gardner a respeito de pedofilia e sexualização infantil serem extremamente controversos — e são MUITO controversos — ainda existe o fato de que sua tese é academicamente criticada por carregar conceitos que atualmente consideram-se pseudocientíficos e/ou estigmatizantes, e a maneira com que ela foi instrumentalizada para permitir que casos como esse acontecessem. 

Existem casos registrados de psicólogos que vendem laudos de alienação parental e advogados que fazem curso para utilizar a alegação de alienação parental como estratégia por quem cometeu violência contra ex-companheira e/ou filho(s) para enfraquecer a denúncia ou até reaver a guarda. Lembrando que o Brasil atualmente é o único ou um dos únicos países do mundo que pune alienação parental como ofensa legal... E a ONU já chamou atenção do Brasil de que a manutenção dessa lei é incompatível com o compromisso do país com os direitos humanos. 

Então, conclusão...

Existe, sim, a responsabilidade individual da mãe neste caso. Porém, ao mesmo tempo, existe uma vulnerabilidade jurídica, institucional e estrutural que permitiu e continua a permitir que casos como esse aconteçam... E cobrar os devidos responsáveis por mudanças. 

Atualmente está em tramitação no Congresso Nacional o PL 2.812/2022 de autoria das deputadas federais Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Vivi Reis (PSOL-PA) que pede a revogação da Lei de Alienação Parental, que foi aprovada em dezembro de 2025 pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados e que avançou para análise do Senado Federal. Se você se preocupa com a segurança e integridade de crianças como Gustavo, você pode assinar a enquete no site da Câmara aqui. Como eu disse antes, o projeto está indo para o Senado... Agora, em 2026, acontecerão as eleições que renovarão ⅔ do Senado. Então vote em quem aprova a revogação da lei.

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atrás por (750K pontos)

Ela não tem culpa. De um jeito ou de outro, a lei entregaria o menino ao pai e o coitadinho teria esse desfecho cruel.

Essa lei de alienação parental serve mais pra facilitar pra pai abusador do que pra proteger crianças de alguma coisa. Eu vi que até iniciaram uma campanha pra pedir a revogação.

Sinto muito por essa criança. Tô até evitando ver coisa sobre o caso. Nem o vídeo eu quis assistir.

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