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Nos por outro lado não temos como proteger nossos portos de serem bloqueados ou destruídos por uma força estrangeira hostil e assim termos nosso comercio exterior interrompido.

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Acho que a questão não é simplesmente dizer que o Brasil “compra errado”, mas perguntar se os investimentos correspondem às nossas vulnerabilidades estratégicas. Somos um país com enorme litoral e fortemente dependente do comércio marítimo. A própria Estratégia Nacional de Defesa considera prioritária a proteção das linhas de comunicação marítimas e prevê meios navais modernos para essa finalidade.

Por isso, proteger portos, rotas comerciais e a chamada Amazônia Azul deveria ter grande peso no planejamento de defesa. Quanto ao Irã ter “colocado os EUA para correr”, eu relativizaria: os acontecimentos recentes mostram capacidade iraniana de impor custos e dificultar os objetivos americanos, mas não uma simples retirada ou derrota dos EUA.

Em defesa, gastar mais não significa necessariamente estar mais bem preparado; importa muito onde, como e com quais objetivos estratégicos o dinheiro é empregado.

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Pois Zé culpa de 4 anos de atraso o governo passado preferia comprar leite condensado próteses penisnas e viagras
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Mas o Irã realmente gasta o orçamento com preparativos pra guerra, o Brasil é melhor nem saber com que eles devem gastar o orçamento.

E também o país que tá postado na defesa tem sempre vantagem.

É igual escanteio, a defesa sempre tem vantagem, pode ter uns 10 escanteios e não sair nenhum gol.
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Contexto histórico e geográfico...

O Irã é um país do Oriente Médio, que é uma região politicamente instável há décadas... E que faz fronteira com países politicamente instáveis como Afeganistão e Iraque. Há algumas décadas o Irã tenta competir com a Arábia Saudita pelo posto de potência regional e no mundo islâmico, liderança no mercado de exportação de petróleo, e controle do Golfo Pérsico — além das diferenças nacionais, étnicas, culturais, linguísticas e religiosas entre os dois países. Fora o fato de serem um país economicamente isolado e sancionado, e entre outras inúmeras coisas. Acaba que eles sentiram a necessidade de se militarizar precocemente...

Já a América do Sul é uma das regiões mais pacíficas do mundo. A última guerra entre nós foi a Guerra do Paraguai (1864-1870), e alguns poucos conflitos localizados... Mas, desde lá, nenhum país sul-americano entra em guerra com o outro. Desconsidere conflitos com países de fora como a Guerra dos Malvinas (1982). Sempre fomos inertes... E desde a redemocratização que o Brasil procura construir uma imagem de nação diplomática que preza pela resolução pacífica e não-intervenção. Ser um país militarizado seria contradizer essa imagem.

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