É proibido perguntar. É considerado prática discriminatória... Perguntas sobre saúde, religião, posicionamento político, planejamento familiar, origem étnica, orientação sexual, identidade de gênero, e etc são itens consideradas de cunho particular e, se comprovado que a empresa deixou de contratar por causa de uma dessas coisas, cabe indenização.
Porém...
Eu me lembro que há dois anos surgiu uma campanha nas redes sociais para não contratar pessoas que se posicionem politicamente à esquerda. Vários usuários daqui do site sabem que essa campanha existiu e apoiaram, inclusive... Eles sabem quem são, eu não preciso citar nominalmente. Justificaram que era uma forma legítima dos empregadores “se protegerem”, e como o voto no Brasil é secreto, essas mesmas pessoas apoiaram formas invasivas de vigilância como, por exemplo, verificar quem o funcionário e/ou candidato segue nas redes sociais. A maioria desses usuários são cristãos.
Eu vi uma publicação de um portal chamado Ploc Social de que algumas empresas estariam evitando contratar evangélicos... Não sei a veracidade disso, nem conheço a reputação dessa página. Mas, de acordo com essa publicação desse veículo, alguns empregadores estariam deixando de contratar evangélicos devido ao comportamento que eles possuem dentro do ambiente corporativo, principalmente no sentido de promover proselitismo, tentando insistentemente recrutar demais colaboradores para a religião deles, tornando o ambiente desagradável e prejudicando o rendimento da empresa e dos demais funcionários. Inclusive, uma usuária daqui vive reclamando de uma colega de trabalho que a importuna por causa de religião. Além de prejudicar a imagem de relações públicas da corporação devido a adesão dessas pessoas a ideias extremistas. Sempre aconteceu com pessoas de religião de matriz africana e ateus e/ou agnósticos... E agora chegou até os evangélicos também, aparentemente. Se caracteriza como conduta discriminatória do mesmo jeito. Mas... Pimenta nos olhos dos outros é refresco.