O azul mastiga a pedra enquanto a lua engoma a saia do vento.
Um número verde tosse na esquina e o relógio descasca o grito da tarde.
Não há portas,só o eco de um peixe que sonhou ser chave.
Quem pisa na nuvem escuta o silêncio do póe a âncora voa, mansa, para o fundo do poço.
Se a linha não tem ponta, o círculo morde o próprio rabo
Entender é fechar a janela; não entender é deixar o vento comer a página.