É uma situação que me comove.
Eu não me sentiria no direito de julgar esses pais, menos ainda dizer que manter o filho vivo é egoísmo. Só eles conhecem a dimensão desse amor, do cansaço e da esperança que carregam todos os dias.
Também acho muito indelicado alguém, de fora, simplesmente sugerir eutanásia como se estivesse diante de uma decisão fácil.
Ágatha, concorda comigo que há também questões médicas, éticas, legais e afetivas imensas envolvidas?
Quanto a Deus e aos milagres, cada pessoa encontrará uma resposta conforme sua fé, ou talvez não encontre resposta alguma.
Diante de um sofrimento assim, prefiro não procurar explicações fáceis. Só consigo desejar que essa criança tenha conforto e dignidade, e que esses pais recebam ajuda, descanso e muito acolhimento.
Mais importante do que explicar o sofrimento é não deixar quem sofre enfrentá-lo sozinho, toda ajuda será bem-vinda, mas - acima de tudo - tendo imenso respeito por esses pais.
Bjs, Ágatha.