As pesquisas apresentam alguns "problemas":
1. Se baseiam em estatística, são usadas fórmulas que não dão resultados exatos, e sim probabilidades.
Por exemplo, para medir o percentual utilizam dados de IBGE sobre faixa de renda, idade, sexo, com base em informações sócio-econômicas de anos anteriores...
2. A cada semana, o quanto mais se aproxima a eleição, o comportamento do eleitor muda: muitos que diziam em pesquisas que iriam votar, afinal não irão; outros diziam que não iriam votar, vão; outros que diziam que iriam votar nulo, ou em determinado candidato, mudam de posição; muitos votos conforme o timing da semana, ou seja, sentem o clima de quem está melhor, pior, e isso é o fator de voto. E isso as pesquisas podem não captar, pois podem pegar um grupo de alguns mil pesquisados, entre muitos milhões, que vão se comportar linearmente, diversamente de todos esses outros grupos. A pessoa, ao ser abordada, também, pode inclusive estar falando algo que não fará, apenas respondeu naquele momento.
3. As pesquisas, por mais territorialmente diversificadas que sejam, não conseguem cobrir o território inteiro. Então, dados anteriores usados na estatística e na probabilidade não determinam comportamentos futuros em determinadas regiões mistas, por exemplo, o que altera o resultado.
Você veja que a margem de erro em uma pesquisa de probabilidade estatística se baseia na própria pesquisa. Ela mesma diz que pode estar errada para mais, ou para menos, com base apenas no suporte matemático e de informações que ela carrega, mas ela não abrange todos os fatores, como visto acima, que podem influenciar no resultado.