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Eu nunca entendi essa lógica, o casamento moderno não tem mais uma função egoísta como antigamente, hoje o critério é o amor, ficar casado por obrigação não é uma coisa boa, mas escravidão. Eu acho que isso é uma forma de egocentrismo ideológico, por que uma pessoa que não acredita em Deus teria que ficar presa a um casamento, se ela não acredita em Deus?

Essa regra de não divorciar devia se aplicar apenas a religiosos.

 Solução para esse problema:

Como religiosos ortodoxos não mudam de opinião e querem impor suas regras nos outros, historicamente debate com conservadores são ineficazes pois eles não mudam de opinião, devemos apelar para o uso da força da lei, quando se criar uma nova constituição, temos que colocar o direito ao divórcio como cláusula pétrea na constituição, se um parlamentar a favor do aborto tentar criar um projeto de lei anti-divórcio, o projeto será anulado e não irá pra votação.

Detalhe: Não defendo censura para quem é contra o divórcio, apenas a cláusula pétrea, para anular decisões de parlamentares religiosos, isso seria um sistema de defesa constitucional, para proteger ateus e pessoas de religiões não abraâmicas de cristãos, muçulmanos e judeus.

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Porque a biblia é contra o divorcio
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E daí que a bíblia condena divórcio? O que eu tenho a ver com seu livro "Sagrado",  não tenho que me submeter as leis de seu Deus pois não creio em Deus, quem tem que submeter a essas regras são vocês e não nós.
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Não disse que você tem que seguir. Você perguntou sobre os conservadores.
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Boa, Papazzoni. Isso aí, valeu!
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Acho que por questões religiosas. Acreditam que devem seguir o que diz a Bíblia, logo, se o livro sagrado deles é contra o divorcio eles seguem como uma verdade absoluta. O problema é que não entendem que crenças religiosas não devem ser impostas aos demais que não comungam da mesma fé.
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Simples:

Além da maioria dos conservadores se religiosa, e muitas das religiões tradicionais, como o cristianismo, condenarem o divórcio por ser algo que Deus não aprova, existe também uma razão filosófica:

O casamento não passa simplesmente por emoções, mas é uma união orgânica na qual os cônjuges são considerados de forma simbólica como um único corpo (por isso o casamento é consumado no coito e ele tradicionalmente sempre pôde ser anulado quando não era consumado).

Aí entra a questão: o casamento deve ser permanente e duradouro, porque estando unidos organicamente, como "uma só carne", os cônjuges devem ter, por compromisso, a unidade exclusiva e vitalícia que as partes de um corpo orgânico saudável têm por natureza.

Além disso, o casamento é ordenada para o bem abrangente de criar novos membros da família humana (filhos). É uma tarefa aberta que exige a coordenação de toda a sua vida, o que, por sua vez, exige comprometimento permanente. Portanto, as regras do casamento criam convenientemente a estabilidade e a harmonia adequadas à criação dos filhos. A ligação intrínseca entre casamento e filhos reforça essa razão pela qual os cônjuges têm de permanecerem juntos e fiéis por toda a vida.

Talvez um argumento filosófico como esse não seja convincente para você, então vou trazer alguns fatos complementares das ciências sociais para te fazer refletir:

1) Divórcio é pior para as próprias pessoas que se separam

"De modo geral, em comparação com indivíduos casados, os divorciados apresentaram saúde autodeclarada significativamente pior (OR = 1,20, [1,08-1,33]), experimentaram mais sintomas físicos (OR = 1,34, [1,17-1,53]) e tiveram maior risco de diabetes (OR = 1,18 [1,05-1,33]), patologias articulares (OR = 1,24, [1,14-1,34]), doenças cardiovasculares (OR = 1,24, [1,09-1,41]) e cerebrovasculares (OR = 1,31, [1,14-1,51]) e doenças sexualmente transmissíveis (OR = 2,48, [1,32-4,64]). [...] Nossa meta-análise mostra que os divorciados apresentam maior risco de certas patologias, sendo as doenças sexualmente transmissíveis um risco particularmente associado ao pós-divórcio."

PELLÓN-ELEXPURU, Inés; VAN DIJK, Rianne; VAN DER VALK, Inge; MARTÍNEZ-PAMPLIEGA, Ana; MOLLEDA, Asier; CORMENZANA, Susana. Divorce and physical health: a three-level meta-analysis. Social Science & Medicine, v. 352, art. 117005, 2024. DOI: 10.1016/j.socscimed.2024.117005.

2) Divórcio é terrível para os filhos (e isso é algo que quem que vivenciou um divórcio dos pais já sabe muito bem)

"as regulamentações de divórcio unilateral aumentam significativamente a incidência de divórcio. Adultos que foram expostos a regulamentações de divórcio unilateral na infância têm menor escolaridade, renda familiar mais baixa, casam-se mais cedo, mas se separam com mais frequência, e apresentam maior probabilidade de suicídio na vida adulta."

GRUBER, Jonathan. Is making divorce easier bad for children? The long-run implications of unilateral divorce. Journal of Labor Economics, v. 22, n. 4, p. 799-833, 2004. DOI: 10.1086/423155.

Mais estudos nos comentários.

E como você mesmo disse, o foco do casamento é o amor. Essa é justamente mais uma das razões pelas quais o divórcio não deveria acontecer. O amor não é um mero sentimento que pode mudar de uma hora para outra, mas é a escolha de se entregar a outra pessoa e até se sacrificar por ela quando for necessário. Quem ama não deixa de amar, independentemente de as circunstâncias serem boas ou ruins. Assim como a sua mãe não deixa de te amar mesmo se ela ficar nervosa com você ou se você a decepcionar, o cônjuge que ama não deixa de amar independentemente de qualquer coisa. Se uma pessoa diz que o amor acabou no casamento, é porque na verdade nunca houve amor, mas apenas emoção e excitação.

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"Os padrões negativos do divórcio parental na infância são evidentes e preocupantes, com consequências prejudiciais consistentes a curto e longo prazo para as crianças envolvidas"

TAN, Gabriel X. D.; HARTANTO, Andree; GUEVARRA, Ysabel A.; LEE, Angel K. M. P.; KOH, Kenneth J. J.; KASTURIRATNA, K. T. A. Sandeeshwara. Outcomes associated with childhood parental divorce: an umbrella review of meta-analyses. Child Protection and Practice, v. 9, art. 100320, 2026. DOI: 10.1016/j.chipro.2026.100320.

"a reforma aumentou o número de divórcios maternos, diminuiu a renda familiar e aumentou a proporção de mães abaixo da linha da pobreza. Para as crianças, encontramos resultados negativos não apenas no investimento, medido pela probabilidade de uma criança frequentar uma escola particular, mas também nos resultados das crianças, medidos pela probabilidade de crianças de 0 a 4 anos repetirem de ano escolar na época da reforma. Em seguida, analisamos os resultados das mesmas coortes de crianças 10 anos depois, estudando jovens homens e mulheres de 16 a 25 anos utilizando os dados do Censo dos EUA de 1970 a 1990. Constatamos um aumento na marginalização para essas coortes, medida pela probabilidade de viver em uma instituição (homens) ou pela probabilidade de estar abaixo da linha da pobreza (mulheres). Observamos que o impacto nos resultados é particularmente significativo para crianças e jovens adultos negros."

CÁCERES-DELPIANO, Julio; GIOLITO, Eugenio. How unilateral divorce affects children. IZA Discussion Paper, n. 3342, fev. 2008.

"O divórcio dos pais tem efeitos persistentes e, em sua maioria, negativos sobre os filhos, que diferem entre meninos e meninas. Meninos que passaram pelo processo de divórcio apresentam níveis mais baixos de escolaridade, piores resultados no mercado de trabalho e maior probabilidade de morte precoce. Meninas que passaram pelo processo de divórcio também apresentam níveis mais baixos de escolaridade, mas também têm maior probabilidade de ter filhos em idade precoce (especialmente na adolescência). No entanto, as meninas que passaram pelo processo de divórcio sofrem menos perdas em termos de emprego. Isso pode ser uma consequência direta da maternidade na adolescência, que inicia a entrada precoce no mercado de trabalho."

FRIMMEL, Wolfgang; HALLA, Martin; WINTER-EBMER, Rudolf. How does parental divorce affect children’s long-term outcomes? Journal of Public Economics, v. 239, art. 105201, 2024. DOI: 10.1016/j.jpubeco.2024.105201.

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atrás por (325K pontos)
E porque fazem questão de casar na igreja.

Se não querem seguir ensinamentos bíblicos, se casem só no cartório.

Muita hipocrisia "ai, quero casar  na igreja" mas quero a liberdade de me divorciar se não enjoar do casamento.

Ok, criem a lei que aprova o divórcio , mas não cometam o erro de se casar na igreja.

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