Foi um acordo informal que rolou na República Velha. Basicamente, as elites de dois estados mandavam no país: São Paulo (forte no café) e Minas Gerais (forte na pecuária leiteira). Daí o nome. A ideia era simples: um presidente de São Paulo, depois um de Minas, depois São Paulo de novo… uma alternância combinada.
Isso funcionava porque o sistema eleitoral da época era cheio de "ajustes criativos". Tinha voto aberto, pressão de coronéis locais e fraude sem cerimônia. O povo até votava, mas quem decidia mesmo eram as elites regionais.
Um exemplo clássico dessa engrenagem foi o Eleição de 1930 no Brasil. Quando SP tentou emplacar outro paulista (Júlio Prestes) quebrando o acordo com Minas, a coisa azedou. Minas se juntou com outros estados e apoiou Getúlio Vargas. Resultado: deu na Revolução de 1930 e fim desse arranjo meio aristocrático disfarçado de democracia.