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"Ateus podem fazer maldades, mas não fazem maldades em nome do ateísmo."

Ele escreveu isso em seu livro "Deus, um Delírio", no qual tentava denunciar os crimes da religião. Ele sabia da objeção óbvia de que ateus também cometeram crimes ao longo da história, por isso escreveu essa frase.

Sinceramente, acho que Dawkins faltou a algumas aulas de história. Só isso explica ele escrever uma bobagem dessas.

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Nesse caso Deus é só uma desculpa para pessoas violentas fazerem valer sua visão egóica de mundo 

Quem nasceu pra ser violento será violento independente de religião ou ideologia 

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Talvez ele devesse dizer que usam o ateísmo como "desculpa" pras maldades menos vezes do que muitos religiosos se escoram na religião para tentar "validar" suas atitudes..

Não chego a discordar dele, só elaboraria melhor..

Caramba, que humildade a minha dizer que elaboraria melhor uma frase dele kkkkk
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Se você reconhece que isso acontece, mesmo que em frequência menor, tecnicamente você já discordou dele kkkk
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Sim, discordo da generalização..

Até pq generalização praticamente sempre se torna incorreta..
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E não acho que seja necessário ser muito humilde para discordar de Dawkins. Ele é PhD em biologia, mas ali não estava falando sobre biologia, mas sobre ciências da religião e história, áreas nas quais ele não tem nenhuma formação ou preparo. Nessas áreas até eu mesmo tenho mais formação e propriedade para falar do que ele kkkk
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Aqueles que usam o nome de Deus para fazer maldades na verdade também são incrédulos ou estão enganados na fé o que dá no mesmo,  porque o destino final deles será o mesmo dos ateus que não se converterem.

A as maldades que os ateus cometem, já que não existe um "grandioso" propósito para essas maldades, são gratuitas e egoístas, são só para benefício deles mesmos.
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A frase está correta, não é possível cometer qualquer ato que seja, em nome do ateísmo, já que ateísmo não é nada além de não acreditar no sobrenatural, não tem doutrina, dogma, nada, é apenas o termo usado para qualquer pessoa que deixou de ter uma crença espiritual e religiosa.

Quanto ao livro, Deus, um Delírio, é o mais puro suco de militância patética que ele mesmo condena de religiosos fundamentalistas e fanáticos, que também não é em nome do ateísmo, mas apenas do próprio ego inflado do senhor Dawkins.
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Ateísmo não é apenas não acreditar em algo sobrenatural, mas sim a negação da existência de Deus. É uma resposta à pergunta "Deus existe?", pelo menos em sentido filosófico.

Porém, política, sociológica, cultural e até biologicamente, o ateísmo já não é uma resposta, mas sim uma pergunta. Se nenhuma divindade existe, por que a humanidade está tão disposta a acreditar em um? Se grande parte de nossas vidas foi moldada por uma irrealidade, isso foi benéfico ou prejudicial? Até que ponto somos obrigados a remodelar nossas culturas de acordo com o naturalismo científico, e o sobrenaturalismo continuado agora é uma barreira para o bem-estar humano? A conclusão metafísica do ateísmo sempre foi um gatilho para análises sociológicas, culturais e políticas. Isso torna quase inevitável o desenvolvimento de um ponto de vista sobre essas questões.

Se o ateísmo levanta essas questões, não há motivos para que as respostas não se tornem ideológicas. Foi o que vimos nos regimes comunistas. Os comunistas não eram ateus perseguidores da religião por mero acaso.
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Ateísmo por definição, é apenas sem Deus ou sem deuses, nem mesmo implica diretamente em seguir a linha filosófica materialista/fisicalista, apesar de ser o mais comum.

Aproveitando, farei uma correção, ateísmo não necessariamente implica em descartar completamente o sobrenatural.
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Nop. A definição mais reconhecida em filosofia da religião é do ateísmo como negação da existência. O motivo é simples: essa definição é mais coerente. Definir ateísmo como melhorar a ausência de crença no sobrenatural é amplo demais. Por essa definição, até mesmo animais irracionais, como cachorros, ou bebês seriam ateus.

A Enciclopédia de Filosofia Stanford diz o seguinte: "No sentido psicológico, ateísmo é um estado psicológico, especificamente o estado de ser ateu, onde um ateu é definido como alguém que não é teísta e um teísta é definido como alguém que acredita que Deus existe (ou que existem deuses). [...] na filosofia da religião, o termo "ateísmo" é normalmente usado para se referir à proposição de que Deus não existe (ou, mais amplamente, à proposição de que não existem deuses). Assim, para ser ateu segundo essa definição, não basta suspender o julgamento sobre a existência de Deus, mesmo que isso implique a ausência de crença teísta. Em vez disso, deve-se negar que Deus existe. Este sentido metafísico da palavra é preferido a outros sentidos, incluindo o sentido psicológico, não apenas por filósofos teístas, mas também por muitos (embora não todos) ateus na filosofia."

https://plato.stanford.edu/entries/atheism-agnosticism/

"Ateísmo é a posição que afirma a inexistência de Deus. Propõe a descrença positiva em vez da mera suspensão da crença."

ROWE, William L. Atheism. In: Routledge Encyclopedia of Philosophy. [S.l.]: Routledge / Taylor & Francis, 1998.

"Ateísmo é definido como a crença de que não existe Deus ou deuses."

BAGGINI Julian, 'What is atheism?', Atheism: A Very Short Introduction, 1st edn, Very Short Introductions (Oxford University Press, 2003).
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E é claramente essa a proposição que Dawkins tenta defender em seu livro: a de que Deus não existe.
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Essa é uma definição moderna e específica, porém o termo originalmente apenas descreve "sem Deus ou deuses".

De qualquer forma, não altera o sentido da frase de Dawkins, já que ainda não consiste em uma corrente específica, você pode ser ateísta, apenas rejeitando o teísmo e nem mesmo precisa ser ativamente, apenas tirando a religiosidade de sua vida e a crença na existência de um Deus ou de deuses.
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Ainda que você se apegue ao ateísmo ativo, uma oposição filosófica ao teísmo, como Dawkins, sendo o "verdadeiro ateísmo", apenas colocaria quase todos os ateus como agnósticos, o que ainda não alteraria em nada, a frase, já que continuaria sem ser uma posição com dogmas e uma doutrina específica, ou seja, não há como cometer atos em nome do ateísmo, bons ou ruins.
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Não precisa se uma posição com dogmas ou doutrina. Basta que seja uma posição específica sobre a realidade para que possa usada para perseguir quem pensa diferente, e a história prova que efetivamente já foi e é usada assim, em extensão até maior e mais destrutiva que o teísmo em um período menor de tempo (por incrível que pareça).
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Imagino que esteja se referindo ao comunismo e a governos autoritários que baniram oficialmente a religião, ou perseguiram e condenaram as práticas religiosas, nesse caso são ideologias políticas e socioeconômicas, não derivam de algo 'pregado' pelo ateísmo, já que novamente reforçando: Ateísmo é sem Deus ou deuses, não existe ideologia, doutrina ou dogma.
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E caso você esteja citando esses momentos de tragédia humana através de revoluções comunistas, você está concordando com a frase de Dawkins, "Ateus podem fazer maldades, mas não fazem maldades em nome do ateísmo", já que esses líderes revolucionários fizeram em nome do Marxismo, que deriva do materialismo dialético e outras bases filosóficas totalmente pervertidas por Marx.
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"já que esses líderes revolucionários fizeram em nome do Marxismo, que deriva do materialismo dialético e outras bases filosóficas totalmente pervertidas por Marx."

Acontece que o marxismo e ateísmo para eles eram coisas indissociáveis. Ateus militantes hoje tentam separar o ateísmo das ações deles para se eximir da responsabilidade e se blindar contra críticas, mas os próprios comunistas sempre foram bem sinceros nesse sentido. Eles não apenas perseguiam as religiões, mas impunham o ateísmo. Ateísmo era política estatal dos regimes comunistas.

"Ateísmo é sem Deus ou deuses, não existe ideologia, doutrina ou dogma."

Não, ateísmo é negação da existência de Deus. Não existe outra definição coerente. E, uma vez que o ateísmo é uma afirmação sobre a realidade (a de que não há Deus), ele pode, sim, gerar desdobramentos éticos, sociais e, tragicamente, violentos.
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Veja o que o próprio pai do marxismo-leninismo, Lênin, escreveu:

"A base filosófica do marxismo, como Marx e Engels declararam, é o materialismo dialético, que assumiu completamente as tradições históricas do materialismo do século dezoito na França e de Feuerbach (primeira metade do século dezenove) na Alemanha – um materialismo que é absolutamente ateísta e positivamente hostil a todas as religiões. Recordemos que todo o Anti-Dühring de Engels, que Marx leu em manuscrito, é uma denúncia do materialista e ateu Dühring por não ser um materialista consistente e deixar aberturas para a religião e para a filosofia religiosa. Recordemos que em seu ensaio sobre Ludwig Feuerbach, Engels reprova Feuerbach por combater a religião não com o objetivo de destruí-la, mas para renová-la, para inventar uma nova, ‘exaltada’ religião, e por aí vai. Religião é o ópio do povo – este dito de Marx é o fundamento de toda a visão marxista da religião. O marxismo sempre considerou todas as religiões e igrejas modernas e cada organização religiosa como instrumentos de reação burguesa que servem para defender a exploração e confundir a classe trabalhadora"

http://www.marxists.org/archive/lenin/works/1909/may/13.htm

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É como escreveu o historiador Nathan Johnstone:

"O ateísmo de tais militantes não seria diminuído pelo fato de sua anti-religião poder ser incorporada a outras ideologias políticas e sociais. Um ateu comunista permanece ateu e pode agir com base no entendimento de que o ateísmo é parte integrante de seu socialismo. Sua crítica da fé é familiar mesmo através do tom vermelho de sua ideologia mais ampla. No entanto, os Novos Ateus se recusam até mesmo a perguntar se tal versão de ateísmo pode ter motivado a opressão dos crentes na Rússia de Stalin ou na China de Mao. Em vez disso, eles se refugiam na conclusão aparentemente intuitiva de que o ateísmo não pode conduzir a perseguição. A opressão ateísta, então, torna-se uma contradição em termos e um não-fenômeno indigno de ser perseguido.

[...]

De duas maneiras significativas, isso é uma negação da história. Primeiro, a opressão dos crentes pelos ateus, e em nome do próprio ateísmo, é simplesmente um fato histórico. Em vários regimes totalitários do século XX, a erradicação forçada e muitas vezes violenta da religião foi perseguida como um objetivo inteiramente explícito. Tais regimes viam a fé como uma das barreiras mais poderosas para (em seus termos) mudanças sociais positivas, e viam o ateísmo como uma característica definidora das sociedades 'aperfeiçoadas' que pretendiam criar. Mas se o totalitarismo foi onde tais ambições ganharam poder real, a defesa do ateísmo político – mesmo formas violentas – poderia ser encontrada mais amplamente. [...]

Em segundo lugar, a presunção do racionalismo e benevolência ateístas cria uma barreira artificial entre o Novo Ateísmo e o potencial de auto-reflexão historicamente informada. A história tem muito a nos dizer sobre as consequências potencialmente negativas e danosas das reivindicações de monopólios sobre a verdade e o tribalismo ideológico que eles produzem, mesmo que, como vimos repetidamente, a interação destes com contextos políticos e sociais deva sempre ser compreendido. O Novo Ateísmo, no entanto, deve ser isento de ter tais insights aplicados a ele. Toda a história da suscetibilidade humana ao preconceito, à intolerância, ao pânico moral e à violência ideológica não pode ter nada de cautela a oferecer, ou ser a base de qualquer exame de sua polêmica. No entanto, o Novo Ateísmo está repleto de tais paralelos, alguns dos quais são profundamente irônicos, e são disfarçados apenas pela presunção de que, por ser ateísmo, suas afirmações devem ser racionais, fundamentadas em evidências e, em última análise, benignas."

JOHNSTONE, Nathan. The new atheism, myth, and history: The black legends of contemporary anti-religion. Basingstoke, UK: Palgrave Macmillan, 2018.

Richard Dawkins deve ter faltado sim às aulas de história. Para os bolcheviques, não se tratava de uma ideologia política que "por acaso" era ateia; o ateísmo era a base fundante para a criação do "Novo Homem".
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Discordo, tentaram argumentar sobre o comunismo contra Dawkins e ele seguiu a mesma linha que disse acima, o comunismo é uma ideologia política, uma visão bem específica de como a sociedade deve funcionar, assim como Dawkins argumentou: O comunismo vai contra a própria natureza humana. 

Seguindo além, o próprio Marx considerava o ateísmo como um ponto de partida intelectual necessário, para a compreensão da condição humana, mas já em seus manuscritos de 1844:

 “O ateísmo, enquanto negação desta carência de essencialidade, carece agora totalmente de sentido, pois o ateísmo é a negação de deus e afirma, mediante esta negação, a existência do homem; mas o socialismo, enquanto socialismo, já não necessita de tal mediação (...). É autoconsciência positiva não mediada pela religião.”

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Em outras palavras, para fins revolucionários, os líderes que tomavam o poder, remodelavam toda a cultura de um povo, incluindo a religião, mas não apenas a religião, toda a cultura era reescrita e adaptada para fins revolucionários, até mesmo a própria história do povo, a própria condição humana e o papel de um humano na revolução, ou seja nunca foi "ateísmo", foi apenas um instrumento para acelerar a completa perda de identidade de um povo sobre si e sobre seus valores como indivíduos, focando na causa da Revolução Comunista.
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A citação foi tirada de contexto. Embora ela diga que o ateísmo "carece de sentido", o motivo não é que Marx esteja abrindo as portas para a religiosidade, mas sim que ele considera o ateísmo uma etapa superada e desnecessária dentro de uma sociedade plenamente socialista.

No texto, Marx argumentou que o ateísmo é a negação de Deus para afirmar o homem. Ou seja, o ateu ainda precisa "discutir" com a ideia de Deus para provar que o homem é independente.

Para Marx, o socialismo vai além: ele não precisa negar Deus porque ele parte do pressuposto de que o homem se criou através do trabalho e da história. O que ele está dizendo é que o socialismo não é "ateu" no sentido de "lutar contra Deus"; ele é pós-teísta. A questão de Deus simplesmente deixa de existir por ser considerada uma abstração sem sentido.

Na mesma seção da obra, ele também diz o seguinte:

"assim como a vida real é a realidade positiva do homem, não mais mediada pela abolição da propriedade privada, pelo comunismo."

Ele faz um paralelo, no qual a negação da propriedade privada não é mais necessária e a negação de Deus também não é mais necessária, no entanto nenhum leitor sério de Marx diria que ele está defendendo a legitimidade da propriedade privada ou dizendo que o combate à propriedade privada não é essencial à sua ideologia. O que ele está dizendo aqui em um estágio avançado da história essa luta não seria mais necessária porque, tanto a crença em Deus, quanto a propriedade privada já teriam desaparecido totalmente.

O ateísmo é desnecessário porque, no socialismo, a religião já teria sido superada pela realidade prática, da mesma forma como no comunismo é desnecessário negar a propriedade privada porque no socialismo pleno ela já nem existe mais para ser negada ou combatida.
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Eis o texto na íntegra:

"Um ser só se considera independente quando se sustenta por si próprio; e só se sustenta por si próprio quando deve a sua existência a si mesmo. Um homem que vive pela graça de outro considera-se um ser dependente. Mas eu vivo completamente pela graça de outro se lhe devo não só a manutenção da minha vida, mas se ele, além disso, criou a minha vida – se ele é a fonte da minha vida. Quando não é de minha própria criação, a minha vida tem necessariamente uma fonte externa a ela. A Criação é, portanto, uma ideia muito difícil de erradicar da consciência popular. O facto de a natureza e o homem existirem por si próprios é- lhe incompreensível, porque contradiz tudo o que é tangível na vida prática.

A criação da terra recebeu um golpe poderoso da geognosia – isto é, da ciência que apresenta a formação da terra, o desenvolvimento da terra, como um processo, como uma autogeração. Generatio aequivoca é a única refutação prática da teoria da criação.

Agora, certamente é fácil dizer ao indivíduo o que Aristóteles já disse: Você foi gerado por seu pai e sua mãe; portanto, em você, a união de dois seres humanos – um ato específico da espécie humana – produziu o ser humano. Você vê, portanto, que até mesmo fisicamente o homem deve sua existência ao homem. Portanto, você não deve apenas manter em vista um único aspecto – a progressão infinita que o leva a indagar: Quem gerou meu pai? Quem gerou seu avô? etc. Você também deve atentar para o movimento circular sensivelmente perceptível nesse progresso pelo qual o homem se repete na procriação, permanecendo , assim, sempre o sujeito. Você responderá, no entanto: Eu lhe concedo esse movimento circular; agora, conceda-me o progresso que me impulsiona cada vez mais longe até que eu pergunte: Quem gerou o primeiro homem e a natureza como um todo? Só posso lhe responder: Sua pergunta é, em si, um produto da abstração. Pergunte a si mesmo como você chegou a essa pergunta. Pergunte a si mesmo se sua pergunta não é feita a partir de um ponto de vista ao qual eu não posso responder, porque está mal formulada. Pergunte a si mesmo se esse progresso, como tal, existe para uma mente racional. Quando você pergunta sobre a criação da natureza e do homem, você está abstraindo, ao fazê-lo, do homem e da natureza. Você os postula como inexistentes e, no entanto, quer que eu prove que eles existem. Agora eu lhe digo: abandone sua abstração e você também abandonará sua pergunta. Ou, se quiser manter sua abstração, seja coerente, e se você pensa no homem e na natureza como inexistentes , então pense em si mesmo como inexistente, pois você também é certamente natureza e homem. Não pense, não me pergunte, pois assim que você pensar e perguntar, sua abstração da existência da natureza e do homem não terá sentido. Ou você é tão egoísta que concebe tudo como nada e, ainda assim, quer existir?
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Você pode responder: Não quero postular o nada da natureza, etc. Pergunto-lhe sobre a sua gênese, assim como pergunto ao anatomista sobre a formação dos ossos, etc.

Mas, como para o socialista toda a chamada história do mundo nada mais é do que a criação do homem através do trabalho humano, nada mais do que o surgimento da natureza para o homem, ele possui a prova visível e irrefutável de seu nascimento através de si mesmo, de sua gênese. Uma vez que a existência real do homem e da natureza se tornou evidente na prática, através da experiência sensorial, porque o homem se tornou evidente para o homem como o ser da natureza, e a natureza para o homem como o ser do homem, a questão de um ser estranho, de um ser acima da natureza e do homem – uma questão que implica a admissão da irrealidade da natureza e do homem – tornou-se impossível na prática. O ateísmo, como negação dessa irrealidade, não tem mais sentido, pois o ateísmo é uma negação de Deus e postula a existência do homem através dessa negação; mas o socialismo, enquanto socialismo, não necessita mais de tal mediação. Ele procede da consciência sensorial, teórica e praticamente, do homem e da natureza como essência. O socialismo é a autoconsciência positiva do homem, não mais mediada pela abolição da religião, assim como a vida real é a realidade positiva do homem, não mais mediada pela abolição da propriedade privada, pelo comunismo. O comunismo é a posição como negação da negação e, portanto, a fase real necessária para o próximo estágio do desenvolvimento histórico no processo de emancipação e reabilitação humana. O comunismo é a forma necessária e o princípio dinâmico do futuro imediato, mas o comunismo em si não é o objetivo do desenvolvimento humano, a forma da sociedade humana."

Disponível em: https://www.marxists.org/archive/marx/works/1844/manuscripts/comm.htm

Ou seja, porque ele está dizendo é que no socialismo pleno o ateísmo se tornaria obsoleto, não porque a religião seria admissível ou possível, mas porque Deus seria uma questão tão morta que nem valeria mais a pena ser negada.

Ele está dizendo totalmente o oposto do que você entendeu. Está dizendo que quando a religião desaparecer totalmente, nem será mais necessário ser ateu militante.

É como dizer: "não preciso lutar contra fantasmas quando todos já entenderam que fantasmas não existem". Ele está falando de militância, não de negação ontológica da existência de Deus. Ateísmo nesse sentido será plenamente estabelecido na utopia que ele previu.
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Sempre se pode fazer o mal em nome de qualquer coisa. Animais geralmente são inofensivos, mas nada impede que alguém exploda um prédio em nome da causa animal.
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O ateísmo não funciona como uma justificativa moral para ações, boas ou ruins.

Fazer algo em nome do ateísmo não faz sentido, porque ateísmo não é uma causa com doutrina moral.

Mas uma pessoa ateia pode agir por qualquer outra motivação humana comum.

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