Isso é um caminho muito perigoso, pois é dar ao Estado o poder de definir o que é a "verdade". Quando o governo detém o monopólio da verdade, ele pode facilmente abusar desse mecanismo para silenciar críticos, classificar denúncias legítimas de corrupção como mentiras e perseguir opositores políticos sob o pretexto de proteger a ordem pública.
Os precedentes históricos disso são regimes autoritários, como a Alemanha Nazista com seu Ministério da Propaganda ou a União Soviética com o Glavlit (o órgão central de censura que controlava rigidamente cada palavra publicada). Esses regimes fizeram uso do controle da informação e a criminalização de "boatos" justamente para blindar o poder estatal contra qualquer contestação, transformando o sistema judiciário em uma ferramenta de censura e controle social. É muita ingenuidade pensar que o governo não vai abusar desse poder para combater qualquer notícia inconveniente a ele.