Por uma combinação bem específica de contexto histórico e atitude pessoal, algo raríssimo para o final da Idade Média.
Primeiro, o ponto decisivo: ela transformou a escrita em profissão remunerada. Após a morte do marido, Cristina ficou viúva jovem e com filhos para sustentar. Em vez de depender de um novo casamento ou da família (como era comum na época), ela passou a escrever poemas, tratados morais e obras políticas sob encomenda, recebendo pagamento de nobres e membros da corte.