Uma das coisas que mais me tenta a cair no orgulho e na arrogância é assistir debates de ateus como o Misael, porque muitas vezes ele demonstra um nível muito raso de argumentação, com falhas básicas de lógica e desconhecimento de conceitos fundamentais de filosofia e teologia; isso acaba criando uma sensação perigosa de superioridade em quem tem algum preparo nessas áreas. O Sacani também foi vergonhoso em seu debate, mostrando despreparo semelhante, e ambos só deram sorte de enfrentar muitos interlocutores ainda mais despreparados, o que mascara suas limitações. Para quem estudou apologética e teologia filosófica, é difícil não se sentir mais capaz diante desse tipo de situação.
O único que mostrou um pouco mais de esforço foi o Daniel Gontijo, que, embora não tenha apresentado nada realmente sólido, pelo menos tentou construir uma argumentação minimamente mais elaborada, ao contrário dos outros. Os outros só ficaram naquela conversa de "Dilúvio global não aconteceu", "a Bíblia aprova a escravidão" e outras pataquadas que, mesmo que fossem consistentes, estariam longe de ser suficientes para refutar o cristianismo. O cristianismo não cai se alguém demonstrar que existem erros na Bíblia. No máximo, a doutrina da inerrância bíblica cairia, mas dificilmente alguma outra doutrina cristã.