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atrás em Religião e Espiritualidade por (2,1K pontos)
O cara argumenta muito mal mas tem sorte de encontrar muitos que são piores do que ele

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atrás por (54,4K pontos)
Ele foi super bem no debate, na verdade. E os oponentes dele eram preparados, sim... Vários são criadores de conteúdo de apologética cristã nas redes sociais, incluindo o Paulo Vitor Siqueira.
atrás por (54,4K pontos)
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Flew propõe que o debate começa com presunção de ausência de crença. Ele põe o ônus da prova no teísmo para sustentar a proposição, e não no ateísmo para provar inexistência... E então ele separa os conceitos de ateísmo forte (esse, sim, evoca negação explícita) e ateísmo fraco. Flew compara até com a presunção de inocência nos sistemas jurídicos, até que prove-se o contrário.

Você tentou me contradizer na lógica, mas deixe-me esclarecer... Quando eu digo em “rejeitar” não é no sentido de afirmar que a proposição é falsa, mas de não tomá-la como verdadeira por falta de justificativa suficiente e conclusiva. Eu rejeito a proposição de que houve demonstração de que Deus existe, e por isso assumo posição cética, mas não afirmo categoricamente que Deus não existe. Possa ser até que seja agnosticismo no aspecto de conhecimento... Mas, dentro do campo da crença, encaixa-se no conceito de ateísmo fraco. Não são necessariamente excludentes.

E aí você apelou à autoridade. O fato da maioria dos filósofos da religião ser teísta não torna teísmo verdadeiro... Ainda mais dentro de um campo que já é interesse do tema. Pode tornar plausível, mas não é conclusão inevitável, ainda mais diante de falta de evidências empíricas universalmente verificáveis. Mas nada disso vêm ao caso no momento.
atrás por (67,4K pontos)
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O que você chama de "ateísmo fraco" nada mais é que um agnosticismo. Flew corrigiu essa concepção posteriormente. Mesmo na época em que a defendeu, o fez reconhecendo que não se tratava da concepção usual de "ateísmo". Ele escreveu:

"hoje em dia o significado usual de 'ateu' em inglês é 'alguém que afirma que não existe um ser como Deus', quero que a palavra seja entendida aqui de forma muito menos positiva. Quero que o prefixo originalmente grego 'a' seja lido da mesma forma em 'ateu' como é habitualmente lido em outras palavras greco-inglesas como 'amoral', 'atípico' e 'assimétrico'. Nesta interpretação, um ateu se torna: não alguém que afirma positivamente a não existência de Deus; mas alguém que simplesmente não é teísta."
atrás por (67,4K pontos)
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Eu não apelei à autoridade deles para provar que o teísmo é verdadeiro, mas para contrapor a afirmação de que os argumentos do Craig tão controversos quanto você ensinou. Certamente são bem menos controversos que os argumentos do outro lado.
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Mas a própria citação que você trouxe do Antony Flew descreve exatamente o que eu estou defendendo: um ateísmo como ausência de teísmo, não como negação ativa. O fato de ele reconhecer que não é o uso mais comum não torna a definição incoerente — só mostra que existem usos diferentes no debate filosófico.

E, nesse sentido, mostrar que os argumentos teístas não são conclusivos já basta pra não aceitar a proposição, sem precisar afirmar o contrário. Os argumentos de Craig e de outros apologetas continuam sendo ambiente de debate, discussão e disputa de ideias... Influentes, sim. Relevantes, sim. Mas não são isentos de contrapontos. São menos controversos para quem? Popularidade não é medida objetiva de verdade e/ou força argumentativa.
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São menos controversos para quem? Simplesmente para os filósofos da religião, que são justamente os filósofos especializados nesse assunto. Prova que é verdade? Obviamente, mas mostra que são menos controversos que os do outro lado.
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atrás por (35,9K pontos)
N.....

Nao sei quem é  Misael , nem vc
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atrás por (67,4K pontos)
Uma das coisas que mais me tenta a cair no orgulho e na arrogância é assistir debates de ateus como o Misael, porque muitas vezes ele demonstra um nível muito raso de argumentação, com falhas básicas de lógica e desconhecimento de conceitos fundamentais de filosofia e teologia; isso acaba criando uma sensação perigosa de superioridade em quem tem algum preparo nessas áreas. O Sacani também foi vergonhoso em seu debate, mostrando despreparo semelhante, e ambos só deram sorte de enfrentar muitos interlocutores ainda mais despreparados, o que mascara suas limitações. Para quem estudou apologética e teologia filosófica, é difícil não se sentir mais capaz diante desse tipo de situação.

O único que mostrou um pouco mais de esforço foi o Daniel Gontijo, que, embora não tenha apresentado nada realmente sólido, pelo menos tentou construir uma argumentação minimamente mais elaborada, ao contrário dos outros. Os outros só ficaram naquela conversa de "Dilúvio global não aconteceu", "a Bíblia aprova a escravidão" e outras pataquadas que, mesmo que fossem consistentes, estariam longe de ser suficientes para refutar o cristianismo. O cristianismo não cai se alguém demonstrar que existem erros na Bíblia. No máximo, a doutrina da inerrância bíblica cairia, mas dificilmente alguma outra doutrina cristã.

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