A geração antiga trabalhava por "qualquer coisa", para terem suas casas e terrenos com muitos esforço. Como consequências vários destes "trabalhadores" estão com a saúde arruinada não por causa apenas da idade mas por se arrebentarem trabalhando e acharem a coisa mais linda do mundo.
Como consequência a mentalidade escravagista impera hoje no país onde muitos amam dizer "só querem moleza", apesar de estarem totalmente arrebentados física e emocionalmente.
Outros que tentam pregar essa ideias (conheci gente assim) ficaram furiosos comigo quando diziam que no Brasil tinha que ser igual a EUA ou Japão. Mas quando perguntei se iam dar o treino e equipamento de lá e os métodos de trabalho junto com o salário de mais de 30 reais a hora, só faltava o globo ocular saltar para fora de raiva.
Muitas gerações anteriores viveram em cenários de alta inflação e instabilidade, onde a única variável que podiam controlar era a força física. O "se arrebentar" tornou-se um troféu de honra, uma prova de caráter.
A frase, muitas vezes proferida por quem já está com a saúde debilitada pelo trabalho, funciona como um mecanismo de defesa. Reconhecer que o método antigo foi prejudicial é doloroso. É mais fácil manter a narrativa de que "novo é preguiçoso" do que admitir que se sacrificou a própria saúde em um sistema desigual.
Exigir a mesma produtividade brasileira (com processos manuais, inseguros e salários baixos) e comparar com o exterior é ignorar a falta de infraestrutura e investimento no trabalhador nacional. A "raiva" que mencionei surge quando a fantasia da meritocracia pura esbarra na realidade da falta de contrapartida.