Em primeiro lugar, foi a própria Ypê quem comunicou à Anvisa em novembro de 2025 que alguns lotes de lava-roupas líquido estavam contaminados com a bactéria Pseudomonas aeruginosa e voluntariamente retirou de circulação do mercado. Quem está dizendo que a Anvisa está perseguindo a Ypê, ou que a Anvisa acusou a Ypê injustamente está mentindo e caindo em teoria da conspiração... Foi a própria fabricante quem tomou medidas de transparência, até porque existe o interesse econômico da marca também em não se comprometer com o público consumidor e não ter que arcar com processos, indenizações, reparos, e etc.
Essa nova inspeção da Anvisa foi protocolar, dado ao fato de que, de novo, a própria Ypê comunicou que alguns lotes estavam contaminados... É responsabilidade da Anvisa inspecionar o processo de fabricação para comprovar se não houve nova contaminação, e a Ypê está recorrendo para provar que não há, que o problema foi corrigido. Mas, de novo, o mais responsável a se fazer é suspender o uso e comercialização até que alguma conclusão seja tomada.
Lembrando que só em 2026 a Anvisa suspendeu também a comercialização de mais de 30 produtos irregulares, que não foi noticiado pela mídia porque simplesmente eram de fabricantes desconhecidas pelo público.