Vamos esclarecer o que houve...
Em novembro de 2025, a Química Amparo, que é fabricante da Ypê, realizou uma análise interna dos próprios produtos e concluiu que alguns lotes de lava-roupas líquido estavam contaminados com a bactéria Pseudomonas aeruginosa e, por isso, realizaram um recolhimento voluntário cautelar dos produtos identificados sob supervisão da Anvisa — que é o órgão federal responsável.
Devido ao histórico recente de contaminação microbiológica, a Anvisa realizou uma averiguação protocolar das fábricas da Química Amparo no município de Amparo-SP, e o relatório concluiu que ainda haviam fragilidades no processo de fabricação que contribuíam para a potencial proliferação da Pseudomonas aeruginosa e entre outros microrganismos... Não necessariamente que haviam novas contaminações desde novembro notificada pela própria empresa, mas que o ambiente era propício para proliferação de patógenos. E a Ypê recorreu alegando que não, que tais fragilidades já haviam sido corrigidas e que não corriam o risco de contaminarem os produtos de novo. Daí foi para o judicial.
Então, não... Não foi perseguição política. Houve uma falha reportada pela própria empresa e a vigilância sanitária averiguou.
O problema é que hoje em dia qualquer coisa vira pauta identitária. No ano passado foram as Havaianas, e em 6 meses encontraram outra que é o detergente... Usar, cozinhar e beber Ypê virou um ato de reafirmação de identidade política. As pessoas acreditam no que convém acreditar.