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5 Respostas

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atrás por (219K pontos)
Não vou duvidar do estudo do pessoal da área sem ter uma explicação melhor.
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Essa classificação não faz sentido. Em primeiro lugar, a metodologia da ONU para o Ranking Mundial da Felicidade se baseia exclusivamente na Escala de Cantril. A pergunta pede aos respondentes que avaliem suas vidas em uma escala de 0 a 10, onde o topo representa "a melhor vida possível".

Ora, existe uma grande diferença entre estar satisfeito com a estrutura da própria vida (segurança, estabilidade econômica) e realmente experimentar a felicidade (alegria, afeto positivo, sorrisos). O nome correto para o estudo deveria ser Relatório Mundial de Satisfação com a Vida Autodeclarada.
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Em segundo lugar, um estudo da Universidade de Lund, liderado por August Nilsson, expôs uma falha psicológica na própria estrutura da pergunta.

A metáfora de uma "escada" com um "topo" e uma "base" induz automaticamente os participantes a pensarem em hierarquia social, status e sucesso financeiro. No experimento, 17% das palavras associadas à Escala de Cantril estavam ligadas a poder e riqueza (como "rico" ou "classe alta"). Quando a menção à escada ou à descrição "topo/base" foi removida, ou quando "melhor vida" foi substituída por "vida mais harmoniosa", o foco mudou para segurança financeira básica, saúde, relacionamentos e equilíbrio.

Em última análise, o ranking mede o sucesso material e a previsibilidade socioeconômica, em vez do estado emocional de felicidade da população.
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Em terceiro lugar, se os países escandinavos fossem realmente os mais felizes no verdadeiro sentido da palavra, esperaríamos que liderassem os indicadores de bem-estar emocional.

Na realidade, dados dos economistas David Blanchflower e Alex Bryson revelam que, quando os critérios para afeto positivo (como ter sorrido ou rido muito no dia anterior) e afeto negativo (preocupação, tristeza, raiva) são avaliados, o cenário muda drasticamente. A Dinamarca, campeã na Escada de Cantril, despenca para o 111º lugar (de 164) em relação à probabilidade de sorrir ou rir e ocupa o 93º lugar em níveis de preocupação. A Finlândia cai para o 51º lugar geral em felicidade real dentro deste índice expandido.
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Além disso, essas populações apresentam taxas significativamente altas de consumo de antidepressivos. A Finlândia, supostamente o "país mais feliz do mundo", apresenta altas taxas de depressão entre os jovens, abuso significativo de substâncias e taxas de suicídio que, embora tenham melhorado nos últimos anos, permanecem persistentemente acima da média europeia.

Quando os critérios se concentram no afeto diário e no bem-estar emocional, em vez do status econômico institucionalizado, países que não necessariamente seguem modelos europeus de estado de bem-estar social, como Taiwan, Japão, Panamá e Tailândia, aparecem em posições muito superiores à da Finlândia.

Mesmo dentro dos Estados Unidos, estados tradicionalmente mais conservadores e rurais (como Dakota do Norte, Dakota do Sul, Kansas e Nebraska) superam a Finlândia no índice de felicidade real proposto por Blanchflower e Bryson.
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Ah, sim. Pode ter essa contradição na metodologia da Pesquisa Mundial Gallup para ser definida precisamente como "de felicidade".

Mas achei a metologia sólida e a fonte, que é a Centro de Pesquisa do Bem-Estar da Universidade de Oxford, confiável.
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"Em terceiro lugar, se os países escandinavos fossem realmente os mais felizes no verdadeiro sentido da palavra, esperaríamos que liderassem os indicadores de bem-estar emocional."

- Concordo que sociedades conservadoras são felizes e expressam melhor a felicidade, mas não descarto o estudo recente onde países escandinavos ficaram no topo do ranking de felicidade.
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Sociedades conservadoras orgânicas (sem tirania por parte de um governo teocrático)* e até assim é difícil dizer de onde vem a felicidade dessas sociedades sem considerar variáveis que podem estar relacionadas à infelicidade, especialmente aquelas que tornam estados desenvolvidos mais depresssivos em comparação com a expressão orgânica de felicidade de outros.
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Metodologia pode ser sólida e confiável, mas não para medir a felicidade. O que ela realmente mede é satisfação autodeclarada, hierarquia e status econômico.
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Bom, o que eu quero dizer é que eu posso rir e usar do bom humor, mas não quer dizer necessariamente que sou feliz, pode ser a somatória de nascer pobre, crescer sem acesso ao básico, não ter outras perspectivas, e o humor ser uma consequência de uma vida realmente simples, mas não isenta dos problemas da pobreza e pressão social, logo não é seguro afirmar felicidade em sociedades que ela parece ser contraditória nem afirmar que os países escandinavos não seriam os mais felizes e felicidade pode ser definida como plenitude e boas expectativas do própio país, IDH, honestidade do povo, futuro das próximas gerações, confiança nos governantes e afins. Aliás, essa é a definição de felicidade que eu conheço.
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Felicidade no sentido mais comum é alegria, afeição positiva, disposição para sorrir, além de menos tristeza, apatia, raiva, depressão, etc. É nesse sentido que o Relatório Mundial da Felicidade não faz sentido.

Felicidade não é estabilidade econômica, status ou coisas do tipo. Uma pessoa pode ter tudo isso e ainda se mergulhar na depressão. Será que é essa pessoa é feliz?
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O próprio povo da Finlândia não leva a sério esse relatório. Sempre me lembro da entrevista do estudante finlandês Noora Ojala. Ele foi bem direto:

"Normalmente, quando ouvimos sobre esses rankings, apenas damos risada. Eles viraram quase uma piada para nós. Acho que a palavra felicidade pode ser muito enganosa neste contexto."
atrás por (219K pontos)
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A referência são países. Se a definição de felicidade for inata, então não faz sentido considerar características econômicas e sociais de países distintos para mensurá-la.

O que você trouxe não é tão preciso para definir de forma sólida o que seria felicidade sem isolar essas caracterísicas, vou supor que seja o senso de comunidade o que esses países distintos em sociedades tem em comum - talvez seja uma característica do homem pré-histórico estar feliz de acordo com essas circunstâncias de vida - que é mais ou menos inato biológico.

Se os finlandeses acham bobagem, então é bobagem para eles, mas que a métrica cumpre a premissa de mensurar felicidade entre países a partir dessas variáveis aí, isso sim.

O resultado seria diferente para outros países se considerar a expressão emocional como você citou, eu vejo isso na prática na minha região, mas ainda assim não chega a ser tão seguro para afirmar que a definição de felicidade estava errada na pesquisa Gallup.
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Mas você tem razão.

Obrigado pela discussão e referências contra essa metodologia tão divulgada pela mídia!
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atrás por (85,9K pontos)
Não, nada haver...

A felicidade é um estado se espírito,  não depende do lugar, mas sim das pessoas
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atrás por (398K pontos)
Bom dia Olho Escarlate.

Entre o ouvi dizer e viver a realidade em si há uma grande diferença, mesmo porque o conceito de felicidade é bem subjetivo. Há os que sonham alto, enquanto outros escolhem serem eremitas.

Sobre a Finlândia, os dados sugerem é que ela é um dos países onde as pessoas, em média, relatam maior bem-estar e satisfação com a vida, o que é diferente de dizer que seus habitantes são felizes o tempo todo.

As mazalas e o íntimo de cada um é lugar que poucos entram...
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atrás por (123K pontos)
Sempre acreditei que fosse algum daqueles países gelados como Finlândia, Suécia ou Noruega.
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atrás por (67,8K pontos)

A felicidade envolve em como encaramos o mundo, ter um espírito positivo, otimismo... é importante mas temos que reconhecer precisamos ter qualidade de vida e isso envolve saúde, educação, alimentação, orientação moral...

Burundi de acordo com uma reportagem é o extremo oposto da Finlândia e é descrito como o lugar mais infeliz do mundo.

Em resumo, a felicidade coletiva de uma nação funciona exatamente assim: uma combinação entre a atitude mental das pessoas e as condições reais de dignidade humana fornecidas pelo ambiente.

De acordo com um relatório mais de 50% das discussões dentro de casa são por questões financeiras. Pesquisas indicam que disputas financeiras são mais longas, intensas e desgastantes do que discussões sobre qualquer outro tema familiar.

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