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atrás em Dúvidas e Opiniões por (46,2K pontos)
Aristóteles acreditava que as coisas existem da forma que percebemos, por exemplo, se vemos uma cadeira na nossa frente, é porque vemos uma cadeira, e a cadeira é uma cadeira, porém buda dizia que tudo é vazio de uma substância indivisível e existe na dependência de outros seres externos a essa coisa, então para ele as as formas são apenas categorias que não descrevem literalmente a realidade, então uma cadeira é apenas uma aglomeração de pedaços de madeiras e ferros, que convencionamos a chamar de cadeira e dar um significado psicológico a ela que é sentar nela.

O problema é que, ao mesmo tempo, parece que os dois estão certos, num sentido prático, conceitualizar a cadeira é importante, pois precisamos reconhecer uma cadeira, por exemplo, pra fazer uma, comprar uma, vender uma ou usar uma que já tem ou está disponível pra sentar, porém mesmo assim, literalmente, a cadeira é uma aglomeração de elementos que não existe a partir dela mesma, mas de fatores externo a ela.

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atrás por (388K pontos)
Talvez seja mais produtivo investigar a resposta nominalista à existência das formas, invés de tentar compatibilizar Aristóteles com o budismo.
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atrás por (26,2K pontos)
A forma mais eficaz de conciliar os dois conceitos é através da doutrina budista das Duas Verdades, formulada pelo filósofo Nāgārjuna:
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Não  vejo contradição entre os dois. Para viver e nos comunicar, precisamos das categorias: uma cadeira é uma cadeira, ou ninguém conseguiria sequer pedir para alguém se sentar. Nesse sentido, Aristóteles funciona muito bem.

Porém, o budismo vai além da utilidade do conceito e pergunta: existe uma “cadeira” independente de suas partes, das causas que a produziram e do significado que nós lhe atribuímos? Aí a resposta é não.

Então, acho que a cadeira existe como cadeira no mundo convencional, mas é vazia de uma essência própria e independente. Uma coisa não precisa deixar de existir para ser vazia. Sendo assim, é  possível aproximar Aristóteles da vacuidade budista.

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