Recentemente saiu uma pesquisa da Unifesp/USP que apontou que o número de adolescentes brasileiros (entre 14 e 17 anos de idade) que se identificam como “sem religião” saltou de 14,3% em 2012 para 20,3% em 2023 — ou seja, um salto de 41,9% em 10 anos.
De acordo com o Censo 2022 do IBGE, aproximadamente 9,3% da população brasileira em geral se identifica como “sem religião”, com maior presença entre jovens entre 15 e 29 anos de idade.
Se você pegar qualquer pesquisa desse caráter aqui no Brasil, qualquer uma, você vai identificar o seguinte fenômeno: catolicismo decresce à medida que protestantes e sem religião cresce.
Logo, isso nos leva a concluir que... Ou esse fenômeno de “jovens retornando ao catolicismo” só ocorre em bolhas de João Cruzadinha que se converteu porque viu um edit de cavaleiro templário; ou não acontece no Brasil; ou só acontece na Terra plana.
O que realmente aconteceu é que, no Censo 2022 do IBGE também, católicos não caíram tanto quanto o esperado. O número de católicos caiu... Mas a queda foi menos acentuada do que as expectativas. O que indica que potencialmente os católicos tenham um piso. E que protestantes talvez tenham um teto também, dado ao fato de que o crescimento deles desacelerou.