Quando você pesquisa, você percebe que essa separação entre “quem tem alma” e “quem não tem alma” é muito arbitrária...
A paleoantropologia já comprovou que o Homo sapiens não surgiu isolado... Que, na realidade, a nossa espécie conviveu com outras do gênero Homo que eram anatomicamente iguais a nós, como o Homo neandertalhensis, Homo heidelbergensis e Denisovanos. Tanto é que análises genéticas do nosso DNA comprovam que existiu até mesmo cruzamento... A depender da amostra e da região, você pode encontrar até 3% de DNA neandertal e 0 em outra; e pode encontrar até 5% de DNA Denisovano numa amostra e 0 em outra. E assim por diante. A questão é que o Homo sapiens foi selecionado pelo ambiente, provavelmente por nossa capacidade que cooperar em escalas maiores devido a ficção.
Porém, anatomicamente, há nada que diga que um Homo neandertalhensis era “inferior” ou “ausente” de alma. Pelo contrário... Vestígios apontam que eles tinham capacidade de atribuir valor simbólico a objetos também; que ajudavam colegas feridos ou incapacitados; faziam pinturas rupestres que, para eles, tinha significado abstrato; e que até mesmo realizavam rituais fúnebres, o que demonstra que eles tinham conhecimento da morte. Eles já tinham sistemas e códigos proto-morais. Se os Homo neandertalhensis ainda existissem atualmente, é muito provável que eles pudessem fazer tudo o que o Homo sapiens faz... Como, por exemplo, estudar e trabalhar.
Novamente, traçar que um tem alma e o outro não tem é arbitrário. Vale para qualquer espécie.