Às vezes a ideia de predestinação parece confortável… como se tudo já estivesse escrito, resolvido, garantido. Mas pensa comigo, de forma bem simples:
Se tudo já está decidido, por que a gente sente peso nas escolhas?
Por que existe arrependimento… ou orgulho… depois de decidir algo?
Ninguém se arrepende de algo que não poderia mudar.
A própria consciência dentro da gente grita que “eu poderia ter feito diferente”.
E mais… o amor só faz sentido se for escolhido.
Se alguém é “programado” pra amar, isso não é amor… é obrigação.
Mas quando alguém pode ir embora e ainda assim decide ficar… aí sim tem valor.
Agora olha pra vida espiritual…
Se Deus chama, convida, ensina, corrige… isso soa mais como um relacionamento do que como um roteiro fechado.
Um pai não cria um filho pra ser um robô.
Ele orienta, mas espera resposta.
Talvez Deus, sendo perfeito, saiba tudo que vamos escolher…
mas saber não é o mesmo que forçar.
Como alguém que assiste um filme já sabendo o final…
os personagens ainda fazem escolhas dentro da história.
No fim, o livre arbítrio não diminui Deus…
ele revela um Deus que quis ser amado de verdade, não por obrigação.
E isso muda tudo… porque então cada decisão sua tem peso real.
Inclusive escolher amar, confiar… ou até duvidar.