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atrás em Dúvidas e Opiniões por (11,3K pontos)
Se o marido mata por ciúmes,vingança ou por se achar dono da mulher,isso não tem nada haver com a descrição do feminicídio que seria matar por ser mulher

3 Respostas

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atrás por (122K pontos)
O feminicídio não significa que o agressor mata qualquer mulher que passa na rua apenas pelo sexo biológico dela.

O conceito jurídico e social de feminicídio se baseia exatamente no que você descreveu: o sentimento de posse, o controle e a recusa em aceitar a autonomia da mulher.

Creio que me aproximei de responder sua pergunta ⁉️
atrás por (11,3K pontos)
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mas não bate com a descrição,que devia ser diferente
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Infelizmente não é.
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não faz sentido,porque se na lei diz uma coisa na prática não deve ser outra
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atrás por (49,2K pontos)

Dizer que feminicídio é “matar por ser mulher” é uma simplificação. Lógico que ninguém morre por ser mulher no sentido de ódio abstrato contra todas as mulheres...

Porém, de acordo com a Lei nº 13.104/15, feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino... E aí, sim, configuram-se os casos que você mencionou, como violência doméstica e/ou familiar e menosprezo e/ou discriminação à condição de mulher. 

Entende-se que ciúmes, vingança e/ou “posse” não são neutros, nem mesmo equivalentes a brigas comuns. Eles decorrem de uma visão de que a mulher é propriedade do homem, que deve obedecer, não sair, não terminar o relacionamento e não “pertencer” a outro... Que é uma forma de discriminação baseada no gênero. Tem a ver com desigualdades de poder, estereótipos e normas sociais danosas.

No Brasil, a imensa maioria dos feminicídios ocorre no contexto íntimo (companheiro e/ou ex-companheiro), dentro de casa, e está ligada a padrões de violência anterior. Não são homicídios “comuns” onde o gênero da vítima é irrelevante. Homens também morrem mais por homicídio no geral (principalmente por brigas, tráfico e etc.), mas o padrão contra mulheres é distinto e concentrado em relações afetivas.

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a lei tinha que ser mais clara,porque diz uma coisa e na prática é outra
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e quanto ao atirador que entrou numa escola e matou pré adolescentes,a maioria meninas que ele não conhecia,também pode ser considerado feminicídio?
atrás por (49,2K pontos)
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Se sua discussão é sobre se a lei é aplicada corretamente em todos os casos ou se há excessos, aí teria que haver uma análise de cada caso particular de acordo com as provas concretas de cada processo e comparar a proporção.

Esse caso aí que você está falando, por exemplo, eu não tive acesso. E mesmo se eu tiver, eu não sou advogado... Mas, pelo o que você me contou aí, não seria considerado feminicídio porque massacres em escolas geralmente possuem outro contexto e/ou motivação que não são razões da condição do sexo feminino. O fato da maioria das vítimas terem sido mulheres não necessariamente é prova para condenar esse caso em particular por feminicídio. Mas, como eu disse antes, estou me baseando pelo o que você está me contando... Eu não tenho acesso.
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Sobre a lei ser vaga, aí existe outro problema...

O Congresso Nacional, que é a quem realmente compete elaborar leis, não legisla. Criam uma lei vaga e o judiciário que se vire... E aí, quando o STF, que é a maior instância jurídica do país, decide limitar a interpretação dos tribunais menores, também é criticado por ativismo judicial e usurpar competências. Complicado.
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atrás por (143K pontos)
Esse é o problema, em praticamente nenhum caso a mulher morre apenas por ser mulher, obviamente sempre existe um contexto.

A lei não faz sentido.

Muitas vezes a mulher é marmita de bandido, faz parte de facção, aí o bandido mata ela e enquadram como crime de ódio, comparando assim um criminoso de facção usuário de drogas e assassino a qualquer homem comum. Ou seja, em teoria a lei tenta equiparar todos os homens a criminosos relacionando crimes hediondos ao machismo.

Nenhuma mulher é assassinada só por ser mulher. O bandido não vai dizer: "- Vc é mulher, então hoje mudei de ideia e vc vai morrer só porque é mulher", isso só existiria se o cara fosse um serial killer com alguma doença mental, uma situação bastante específica.

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