A importância da religião, e da religião cristã em especial, para a manutenção da saúde social tem sido reconhecida por intelectuais ocidentais há séculos. O então agnóstico, historiador e professor de Harvard, Niall Ferguson, disse o seguinte:
"Fui encorajado a pensar de maneira muito crítica sobre religião e também sobre ciência, mas passei a ver, como historiador, que não se pode basear uma sociedade nisso. De fato, o ateísmo, particularmente em suas formas militantes, é realmente uma estrutura metafísica muito perigosa para uma sociedade.
(...)
Sei que não consigo alcançar a fé religiosa, mas acho que devemos ir à igreja. Não temos, não creio, um sistema ético evoluído. Não compro a ideia de que a evolução por si só nos torna morais. Isso pode modificar o comportamento, mas há muitas evidências de que, no estado bruto, quando as restrições da civilização desaparecem, nos comportamos da maneira mais selvagem uns com os outros. Acredito piamente que, com a sabedoria herdada de uma religião de dois milênios, temos uma estrutura muito boa para trabalhar."
O filósofo iluminista Edmund Burke disse:
"Sabemos, e o que é mais importante, sentimos intimamente que a religião é a base da sociedade e a fonte de todo bem e de todo consolo.
(...)
Todavia, se em um momento de tumulto e no delírio ébrio produzido pelo espírito ardente destilado no alambique infernal que ferve hoje furiosamente na França, devêssemos descobrir nossa nudez, rejeitando aquela religião cristã que, até agora, tem sido nosso motivo de orgulho e nosso consolo, assim como uma grande fonte de civilização entre nós e muitas outras nações, ficaríamos apreensivos (sabedores de que a mente não suportará o vazio) de que alguma superstição grosseira, perniciosa e degradante devesse tomar seu lugar."
John Adams, um dos pais fundadores dos Estados Unidos, disso o seguinte:
"Nossa Constituição foi feita apenas para um povo moral e religioso. Ela é totalmente inadequada para o governo de qualquer outro."
O filósofo e historiador Russell Kirk disse:
"A cultura nasce do culto; quando o culto se esvai, da mesma forma, com o tempo, o seguirá a cultura."
Vários outros pensadores chegaram a conclusões parecidas, como Roger Scruton, o historiador ateu e progressista Tom Holland, Charles Murray, Douglas Murray, Dostoiévski, vários dos pais fundadores dos EUA, entre outros.
Até o ateu Friedrich Nietzsche previu que o declínio do Cristianismo traria o niilismo à sociedade.
E a história tem confirmado o que eles disseram. A ausência do cristianismo gera um vazio que pode ser preenchido com conceitos inferiores ou leva ao colapso cultural.
De forma resumida, meu ponto é o seguinte:
O secularismo parasitário de capital moral/religioso acumulado anteriormente (por isso sociedades seculares ainda funcionam e tem bons indicadores) e não consegue se sustentar indefinidamente.