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A Suécia supostamente é ateia, e o Islã está tomando de lá. Mesma coisa na França, país mais secular da Europa. Também são os países mais progressistas do mundo. A China e a Coreia do Norte são estados ateus, e estão entre os países mais perseguidores da religião.

Também são países com alto índice de suicídio e taxas de natalidade invariavelmente baixas. Senso de sentido existencial também é baixo. Eu não compro essa ideia de que ateísmo torna um país melhor.

"Ah, mas países seculares são mais ricos e desenvolvidos"

Em primeiro lugar, secularismo não é sinônimo de ateísmo. Em segundo lugar, o desenvolvimento desses países não é fruto do secularismo, que na verdade tem causado escassez de mão de obra, afetando diretamente a produtividade e o crescimento econômico; e, à medida que a proporção de idosos cresce, aumentado os gastos públicos aumentam de forma inevitável, sobretudo com saúde e previdência (por isso a necessidade de imigração, que frequentemente é islâmica).

O desenvolvimento na verdade é fruto de instituições e conceitos do cristianismo, como uma boa ética de trabalho, democratização da educação, ajuda aos necessitados (antes do cristianismo, ninguém se sentia na obrigação de fazer nada por eles), o desenvolvimento da ciência moderna, etc. O Ocidente é fruto de 2 mil anos de cristianismo.
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Secularismo não é ateísmo. Um Estado secular só significa que o governo não pertence oficialmente a uma religião. Os eua são seculares institucionalmente e ainda assim relativamente religiosos. Dizer que a china e coreia do norte perseguem religião porque são ateus”é reduzir demais a questão. Eles perseguem porque são regimes autoritários que querem monopólio ideológico. Um sueco secular não tem quase nada em comum com um burocrata maoísta além da ausência de crença religiosa. A natalidade baixa e crise existencial realmente existem em vários países secularizados. Só que isso tá muito mais ligado a urbanização, individualismo moderno, custo de vida, adiamento do casamento e mudança cultural do que simplesmente falta de religião. Religiosidade tende a aumentar fertilidade média, mas não explica tudo sozinha. O Ocidente também foi moldado por filosofia grega, direito romano, Iluminismo, Revolução Científica, capitalismo, industrialização e instituições políticas modernas. Existe aumento da população muçulmana em vários países europeus por imigração e fertilidade, sim. Só que substituição inevitável é exagero. Na França, por exemplo, os muçulmanos ainda são minoria distante. No fim, prosperidade de um país não vem de uma única variável. Nem religião salva tudo, nem ateísmo salva tudo
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Dessa vez você mandou uma série de argumentos, mas vou responder tudo:

1) Em primeiro lugar, você confundiu a estrutura jurídica de um Estado laico com o fenômeno sociológico do secularismo social.

O secularismo como variável demográfica não é a mera separação entre Igreja e Estado, mas sim o secularismo social, ou seja, a perda de centralidade dos valores religiosos na cultura e no comportamento individual. Os EUA, embora laicos em sua Constituição, historicamente mantiveram baixos índices de secularismo social quando comparados à Europa Ocidental. Portanto, quando apontei que o secularismo corrói a base demográfica de uma nação, eu estava falando da mentalidade cultural secularista, e não da laicidade institucional.
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2) Você também disse que a baixa natalidade e a crise existencial no Ocidente estão ligadas exclusivamente a fatores como "urbanização, individualismo moderno, custo de vida e mudança cultural", desvinculando-as da ausência de religião.

No entanto, ao dizer isso, você ignorou que a moderna pesquisa sociológica opera com análises multivariadas que isolam justamente essas variáveis. Por exemplo, o estudo de Schnabel (2021) comprova empiricamente que a associação entre o secularismo e o declínio populacional se mantém mesmo controlando todos os fatores individuais e nacionais, incluindo os indicadores de "modernização" (como urbanização e custo de vida).

https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/23780231211031320
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3) Dizer que regimes como a China de Mao ou a URSS de Stalin perseguiam religiões "apenas porque eram regimes autoritários que queriam monopólio ideológico", desvinculando isso do ateísmo, é uma negação frontal da história e da própria doutrina marxista-leninista.

Como o historiador Nathan Johnstone apontou (The New Atheism, Myth, and History, 2018), a erradicação forçada da religião nesses regimes foi perseguida como um objetivo inteiramente explícito e em nome do próprio ateísmo. Para esses regimes, o ateísmo era uma característica definidora da sociedade "aperfeiçoada" que pretendiam construir.

O próprio Lênin deixou isso claro ao escrever sobre os fundamentos do marxismo:

"A base filosófica do marxismo [...] é o materialismo dialético [...] um materialismo que é absolutamente ateísta e positivamente hostil a todas as religiões. [...] A religião é o ópio do povo – este dito de Marx é o fundamento de toda a visão marxista da religião."

http://www.marxists.org/archive/lenin/works/1909/may/13.htm

Tentar blindar o ateísmo de suas consequências políticas e ideológicas é passível de ser interpretado como um malabarismo retórico. Quando a conclusão metafísica do ateísmo é transportada para as esferas sociológica e política, ela inevitavelmente se transforma em uma ideologia de Estado que, no século XX, gerou o maior monopólio de violência e intolerância contra religiosos que o mundo já viu.
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4) Por último, você parece apelar para a velha tese do conflito, sugerindo que o desenvolvimento ocidental é fruto de uma colcha de retalhos onde o cristianismo divide espaço (ou foi superado) pelo Iluminismo, filosofia grega, direito romano e Revolução Científica. A historiografia contemporânea da ciência já sepultou essa perspectiva.

Por exemplo, as instituições que permitiram o florescimento da ciência moderna foram fundadas, mantidas e nutridas pela Igreja. Como apontou o historiador Michael Shank, professor de história da ciência da University of Wisconsin-Madison, a ciência e a medicina greco-arábicas encontraram seu lugar permanente na universidade medieval defendida pela Igreja. John L. Heilbron, historiador de Berkeley, acrescenta que a Igreja Católica Romana deu mais suporte financeiro e social ao estudo da astronomia ao longo de seis séculos do que qualquer outra instituição. Grandes cientistas da história eram clérigos, monges e teólogos (como Robert Grosseteste, Tomás Bradwardine, Johannes Kepler e Robert Boyle) que viam a ciência como um dever religioso para compreender o "Livro da Natureza".

Instituições de prestígio internacional como Harvard, Yale, Princeton e Columbia foram fundadas por denominações cristãs com o propósito explícito de unir o aprendizado das artes liberais e das ciências à piedade cristã. A carta original de Yale (1701), por exemplo, colocava sua governança inteiramente nas mãos de ministros do evangelho para capacitar jovens para o emprego público na Igreja e no Estado.

Você cita o direito romano e a filosofia grega, mas ignora que nós não os herdamos em seu estado puro, mas sim filtrados e transformados pela lente moral do cristianismo. Conceitos romanos como a patria potestas (o direito absoluto de vida e morte do pai sobre os filhos) e a exposição/infanticídio de crianças eram perfeitamente legítimos para os antigos romanos, mas são absolutamente impensáveis hoje porque o cristianismo introduziu a noção de dignidade intrínseca de cada indivíduo. Na ciência, a física grega (platônica e aristotélica) entendia a matéria como eterna e imperfeita, o que impedia a aplicação de leis matemáticas exatas. Foi a doutrina cristã da criação ex nihilo (do nada), por um Deus Legislador e Soberano, que deu a cientistas como Kepler a certeza teológica de que a natureza operava sob leis matemáticas precisas e contingentes, exigindo o nascimento do método experimental.

Até mesmo a democracia e a liberdade de expressão não nasceram do secularismo ou do Iluminismo francês (este último, virulentamente anticristão, degenerou em totalitarismo e violência no Terror Jacobino). Como demonstra o historiador Niall Ferguson, professor da Universidade de Harvard, a própria separação entre Igreja e Estado nasce da injunção radical de Jesus: "A César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Pesquisas de Wendell Bird também comprovaram que o direito à liberdade de expressão e de consciência foi exigido, conquistado e justificado por cristãos devotos usando argumentos teológicos e bíblicos, muito antes do discurso secular aparecer.

Sociologicamente, o trabalho do cientista político Robert Woodberry demonstrou estatisticamente que a prevalência histórica de missionários protestantes é o maior preditor para o surgimento de democracias estáveis, impressão em massa e educação de não elites na África, Ásia e América Latina, superando qualquer variável econômica ou secular. Não por acaso, até mesmo as nações africanas com maior IDH hoje (como Seicheles, Botsuana e África do Sul) são justamente as que tiveram forte influência e presença dessas missões.
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É interessante também pensar que o estudo do Roberto Woodberry foi publicado na American Political Science Review. Na época, os revisores exigiram mais evidências para poder publicar esse estudo e insistiram que ele tornasse seus dados públicos. O resultado foi que o artigo de 30 páginas veio acompanhado de 192 páginas de material de apoio .

Desde então, esse estudo ganhou diversos prêmios da Associação Americana de Ciência Política e da Associação Americana de Sociologia. Essa não é uma teoria marginal.

Isso também confirma isso todos os clássicos, como aquele de Max Weber que tratou da ética de trabalho protestante, entre outros. Definitivamente o cristianismo foi central para a democracia e o desenvolvimento econômico.

Em um compêndio em dois volumes publicado pela Cambridge University Press, os vários acadêmicos envolvidos concluíram o seguinte:

"instituições livres quase nunca se desenvolveram em lugares que não foram influenciados por ideias judaicas e cristãs. Fora da tradição judaico-cristã, tem sido raro que pensadores suponham que Deus nos dotou de uma natureza própria, que a liberdade faz parte dessa natureza e que é através do exercício da liberdade, e dos erros que inevitavelmente dela decorrem, que cumprimos o plano de Deus."

BRAGUE, Rémi. God and Freedom: Biblical Roots of the Western Idea of Liberty. In: HERTZKE, Allen D.; SHAH, Timothy Samuel (Ed.). Christianity and freedom. Cambridge: Cambridge University Press, 2016. v. 1. p. 402.
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Mas eu nunca disse que o cristianismo não foi central pra a formação do Ocidente, desde o começo eu reconheci isso. O problema é que você continua convertendo central em explicação suficiente ou causa predominante de praticamente tudo. woodberry, weber mostraram correlações históricas importantes entre certas tradições protestantes, alfabetização, institucionalização e desenvolvimento político. Isso é relevante, mas mesmo esses autores não demonstram que o cristianismo, isoladamente, gera democracia liberal, prosperidade de econômica ou liberdade política como uma consequência que seja inevitável. Até porque a própria história cristã é extremamente diversa. Houve sociedades profundamente cristãs que permaneceram autoritárias, pobres, violentas ou intelectualmente fechadas por séculos. Se a variável religiosa fosse decisiva por si só, a trajetória histórica cristã seria muito mais uniforme do que realmente foi. Além disso, você tá usando um raciocínio que pode facilmente virar tautológico:

- o Ocidente desenvolveu instituições livres;

- o Ocidente era cristão;

- logo o cristianismo explica essencialmente as instituições livres.

Mas isso ignora as outras variáveis históricas gigantescas:

- fragmentação política europeia;

- competição entre Estados;

- direito romano;

- herança greco-filosófica;

- revolução comercial;

- expansão marítima;

- desenvolvimento bancário;

- imprensa;

- revolução industrial;

- urbanização;

- constitucionalismo inglês;

- pluralismo interno europeu.

O próprio fato de o Ocidente nunca ter sido politicamente unificado como impérios centralizados asiáticos foi extremamente importante pra ciência, comércio e liberdade intelectual. Nenhuma dessas coisas pode ser reduzida simplesmente à religião. E também existe outro ponto importante: influência histórica não equivale automaticamente a dependência permanente. Por exemplo, a filosofia grega influenciou profundamente o cristianismo, mas isso não significa que o pensamento ocidental moderno dependa hoje de politeísmo grego para sobreviver. Da mesma forma, reconhecer que ideias cristãs ajudaram a moldar conceitos modernos de dignidade humana, liberdade e moralidade não implica que sociedades contemporâneas só consigam sustentar esses valores enquanto permanecerem majoritariamente religiosas. Inclusive, vários países altamente secularizados hoje continuam apresentando baixa corrupção, alto capital social, proteção de direitos, estabilidade institucional, confiança interpessoal etc. Então a discussão real não é “o cristianismo foi importante?” — nisso a gente provavelmente concorda. A discussão é se ele é a explicação quase total da modernidade ocidental e se a secularização necessariamente leva ao colapso civilizacional. E aí a evidência histórica fica muito mais ambígua do que você tásugerindo
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Mas eu não neguei os outros fatores que você mencionou. Nunca disse que o cristianismo sozinho gerou a cultura que conhecemos.

O que eu disse sim é que o cristianismo foi a influência mais importante. E apontei isso mostrando que os outros fatores que você citou foram produzidos pelo próprio cristianismo (ex. revolução científica) ou interpretados pelas lentes do cristianismo (direito romano e filosofia grega). Nós não vemos o direito romano como os próprios romanos o viam, nem vemos a filosofia grega como os próprios gregos haviam, nós vemos ambos como os cristãos o viam. O cristianismo filtrou tanto o direito romano quanto a filosofia grega para o Ocidente, e os aspectos centrais de ambos permaneceram ou foram removidos na medida em que eram compatíveis com a fé cristã. Por isso citei o exemplo da patria potestas, que fazia parte do direito romano mas foi eliminada pela história, porque o cristianismo convenceu a todos de que era injusta e cruel. A patria potestas dava o pai o controle total da família, a ponto até dele poder matar os filhos se quisesse (e, acredite ou não, o direito romano concedia esse direito!).
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"Inclusive, vários países altamente secularizados hoje continuam apresentando baixa corrupção, alto capital social, proteção de direitos, estabilidade institucional, confiança interpessoal etc."

Eu nunca neguei isso. A verdadeira questão é: por quanto tempo isso vai se sustentar? As tendências não são boas. O secularismo nesses países é uma bolha prestes a estourar. Existe um vácuo populacional e existencial. O secularismo fragiliza a cultura local, abrindo espaço para outras crenças (como o Islã), ideologias radicais e/ou para o colapso demográfico.

Isso acontece porque a mente humana não é capaz de suportar o vazio. Quando a religião sai de cena, as pessoas vão procurar sentido em algum outro lugar, frequentemente em ideologias radicais ou em religiões com padrões morais inferiores (como o Islã). Quando isso não acontece, o vazio existencial adoece a pessoa, e tudo termina no suicídio (por isso o país seculares sempre tem taxas de suicídio mais altas). E é o que está acontecendo nesses países.

Além disso, o colapso demográfico torna o secularismo absolutamente inviável. Na ausência de imigração significativa, a economia entraria em colapso.
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A importância da religião, e da religião cristã em especial, para a manutenção da saúde social tem sido reconhecida por intelectuais ocidentais há séculos. O então agnóstico, historiador e professor de Harvard, Niall Ferguson, disse o seguinte:

"Fui encorajado a pensar de maneira muito crítica sobre religião e também sobre ciência, mas passei a ver, como historiador, que não se pode basear uma sociedade nisso. De fato, o ateísmo, particularmente em suas formas militantes, é realmente uma estrutura metafísica muito perigosa para uma sociedade.

(...)

Sei que não consigo alcançar a fé religiosa, mas acho que devemos ir à igreja. Não temos, não creio, um sistema ético evoluído. Não compro a ideia de que a evolução por si só nos torna morais. Isso pode modificar o comportamento, mas há muitas evidências de que, no estado bruto, quando as restrições da civilização desaparecem, nos comportamos da maneira mais selvagem uns com os outros. Acredito piamente que, com a sabedoria herdada de uma religião de dois milênios, temos uma estrutura muito boa para trabalhar."

O filósofo iluminista Edmund Burke disse:

"⁠⁠Sabemos, e o que é mais importante, sentimos intimamente que a religião é a base da sociedade e a fonte de todo bem e de todo consolo.

(...)

Todavia, se em um momento de tumulto e no delírio ébrio produzido pelo espírito ardente destilado no alambique infernal que ferve hoje furiosamente na França, devêssemos descobrir nossa nudez, rejeitando aquela religião cristã que, até agora, tem sido nosso motivo de orgulho e nosso consolo, assim como uma grande fonte de civilização entre nós e muitas outras nações, ficaríamos apreensivos (sabedores de que a mente não suportará o vazio) de que alguma superstição grosseira, perniciosa e degradante devesse tomar seu lugar."

John Adams, um dos pais fundadores dos Estados Unidos, disso o seguinte:

"Nossa Constituição foi feita apenas para um povo moral e religioso. Ela é totalmente inadequada para o governo de qualquer outro."

O filósofo e historiador Russell Kirk disse:

"⁠A cultura nasce do culto; quando o culto se esvai, da mesma forma, com o tempo, o seguirá a cultura."

Vários outros pensadores chegaram a conclusões parecidas, como Roger Scruton, o historiador ateu e progressista Tom Holland, Charles Murray, Douglas Murray, Dostoiévski, vários dos pais fundadores dos EUA, entre outros.

Até o ateu Friedrich Nietzsche previu que o declínio do Cristianismo traria o niilismo à sociedade.

E a história tem confirmado o que eles disseram. A ausência do cristianismo gera um vazio que pode ser preenchido com conceitos inferiores ou leva ao colapso cultural.

De forma resumida, meu ponto é o seguinte:

O secularismo parasitário de capital moral/religioso acumulado anteriormente (por isso sociedades seculares ainda funcionam e tem bons indicadores) e não consegue se sustentar indefinidamente.
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Não
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O problema não é a religião ou a falta dela. O problema é o caráter das pessoas.
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Seria melhor ateu do que satanista como é atualmente.
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As pessoas poderiam praticar o cristianismo e não apenas ficar falando que são cristãs.
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Se valorizássemos mais a ciência, certamente viveríamos melhor.

Ultimamente estamos vendo pessoas bebendo detergente mesmo após alerta de potencial contaminação por bactéria...
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Não...

Tô satisfeito em ser um cristão sem vergonha...

Ou seja... Um cristão que não vai pra igreja com frequência...

Aliás, é raro eu ir...

Abração e até uma próxima.
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O ateísmo é a abdicação do espírito humano. Prefiro um país com uma espiritualidade vibrante, com um templo em cada esquina e festivais religiosos
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Qual é o mecanismo objetivo pelo qual a crença religiosa (o cristianismo, já que é a religião predominante no Brasil) impede de haver crescimento econômico?

Basta não acreditar em Deus ou não deixar a religião adentrar à política e o nosso país enriquecerá?

E os países mais ricos historicamente sempre tiveram alguma religião, se não confessional, com um enorme número de religiosos.
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Fato!
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Não sei como seria viver em uma sociedade ateia pra saber se eu viveria melhor ou não. Mas uma sociedade ateia acho que tem que ser muito evoluída, para não despedaçar a racionalidade e para direcionar sentidos e propósitos sem crenças no metafísico, no transcendente.

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